| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Charadriiformes |
| Subordem: | Charadrii |
| Família: | Charadriidae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | P. squatarola |
O batuiruçu-de-axila-preta (Pluvialis squatarola) é uma ave charadriiforme da família Charadriidae. Também conhecido como batuíra, maçarico e tarambola-cinzenta.
Seu nome científico significa: do (latim) pluvialis = relativo a chuva. pluvial; e de sgatarola = nome veneziano para uma espécie de tarambola. ⇒ Tarambola da chuva.
Mede entre 27 e 31 centímetros de comprimento, sua envergadura está entre 71 e 83 centímetros, seu peso entre 165 e 395 gramas.
Bastante semelhante ao seu congênere batuiruçu, difere na plumagem de descanso pela faixa ou linha superciliar branca menos evidente e de tons mais apagados, além de ter o bico ligeiramente mais grosso. Em voo, destaca-se uma grande mancha negra sob as asas, nas axilares. Em plumagem pós e pré-nupcial, os machos exibem as partes inferiores anegradas, como seu congênere, mas o dorso é maculado em tons alvinegros sem amarelo algum, e o ventre é branco.
Possui três subespécies reconhecidas:
(ITIS - Integrated Taxonomic Information System, 2015).
Diferenças entre a batuiruçu-de-axila-preta (Pluvialis squatarola) e a batuiruçu (Pluvialis dominica).
Batuiruçu-de-axila-preta (Pluvialis squatarola) - Tamanho maior (27–31 cm); bico preto e robusto; primárias mais curtas; axila preta; faixa superciliar pouco pronunciada.
| Batuiruçu-de-axila-preta (Pluvialis squatarola) | |||
|---|---|---|---|
Batuiruçu (Pluvialis dominica) - Tamanho menor (24–28 cm); bico ligeiramente mais longo e afilado; primárias mais longas, projetando além da cauda; axila branco-acinzentada; faixa superciliar e testa branca pronunciada.
Sua alimentação é exclusivamente de origem animal: insetos, crustáceos e vermes que encontra na areia ou na lama do litoral.
Põe 2 ou 3 ovos, que choca durante 20 dias, mais ou menos. Aninha durante o verão do hemisfério norte, na região ártica do Alasca e do Canadá. Os filhotes migram também para o sul, quando se aproxima o inverno daquela região.
Todo ano esta batuíra vai e volta do hemisfério norte, percorrendo mais de 20.000 km em cada viagem.
No Brasil, pode ser encontrado de setembro a maio nas praias e em toda a costa atlântica. Ocorre também no litoral de todos os outros continentes.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: